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Books and Pages

  2014 foi um ano extremamente produtivo para mim, pelo menos no que se refere às leituras. Li livros que adorei, livros assim-assim e livros que me desapontaram. Felizmente, não me deparei com nenhum que tenha odiado profundamente. 
  Tinha-me proposto a ler 40 livros no Goodreads Reading Challenge e terminei com um total de 58, bem mais do que teria imaginado no início do ano.

Total de livros lidos: 58
                44 livros em inglês
                14 livros em português
Total de páginas lidas: 18841
Autores preferidos do ano: Scott Lynch e Brandon Sanderson
Género mais lido: Fantástico

Os livros preferidos do ano

Se Ocean’s Eleven se passasse num mundo fantástico que parece estar preso no Renascimento, lhe adicionássemos ainda mais acção e aventura e alguns momentos hilariantes ficávamos com As Mentiras de Locke Lamora.


Com personagens extremamente interessantes e um worldbuilding absolutamente fantástico, O Império Final tornou-se num dos meus livros preferidos de sempre.


Embora não lhe tenha dado 5 estrelas, O Grande Amor da Minha Vida foi um livro que adorei e que me abriu horizontes para um género que espero ler com mais frequência em 2015.


The Slow Regard of Silent Things é extremamente estranho mas absolutamente delicioso.



Os desapontamentos do ano

Não consegui gostar nem da escrita nem da história.


Um livro que ficou muito aquém das expectativas, especialmente tendo em conta que adoro todos os outros livros da Jennifer L. Armentrout.


Depois de dois primeiros volumes viciantes e cheios de ação, Mortal Heart foi um péssimo fim de trilogia.


2014 foi bom mas espero que 2015 seja ainda melhor e, claro, traga muitos livros!

#Beatriz
Título: The Slow Regard of Silent Things
Autor: Patrick Rothfuss
Editora: Daw Books
Número de Páginas: 159
Idioma: Inglês

  Este é um livro estranho. Sim, estranho. É a primeira palavra que me vem à cabeça quando penso em descrevê-lo. É um livro curto mas difícil de ler ao início por ser tão diferente de todos os outros livros que já li. Contudo, depois de percebermos a dinâmica da história trata-se de uma leitura viciante, que, sem percebermos muito bem porquê, nos mantém agarrados à narrativa e à sua única personagem, Auri.

  Auri é uma jovem mulher muito peculiar, reservada, solitária, cheia de mistérios, com um quê de loucura e insanidade mas que dá a entender que em tempos foi alguém brilhante. É uma personagem quebrada, fragmentada mas que tem noção que o é, tornando muito fácil simpatizar com ela.

  Acompanhamos Auri no seu dia-a-dia na Underthing, uma vasta e complexa zona subterrânea cheia de túneis, divisões e escadarias que se localiza debaixo da Universidade, e na sua preparação para a chegada de uma visita cujo nome nunca é referido mas que os fãs de O Nome do Vento identificarão facilmente.

  Perguntam então, o que é que o livro tem de tão estranho. Trata-se mais daquilo que não tem. Não existe um único diálogo. Não existe acção, no sentido de uma história que se desenvolve, pois trata-se unicamente de um relato do monótono dia-a-dia da Auri, nada mais. A história não leva a lado nenhum, não converge para nenhum grande momento de revelação. É, simplesmente, uma história sobre a Auri. Que nos permite conhecê-la melhor a ela e ao estranho local onde vive. É uma história para os fãs da Auri.

  Para quem está a contar encontrar revelações sobre a vida de Kvothe e a história principal das Crónicas do Regicida, este livro tem muito pouco disso, um ou outro indício que pode estar relacionado com o nosso arcanista ruivo preferido mas nada mais. Há, contudo, um tema recorrente, tanto neste livro como nos outros passados em Temerant, que é a importância que a Auri dá aos nomes e à compreensão das coisas em geral, o modo como o nome de cada divisão na Underthing está intimamente relacionado com a divisão em si e como cada objecto tem um lugar específico no mundo.

  É ainda um livro com uma escrita bastante particular que permite ao leitor acompanhar e compreender a tão fora do comum mente da Auri. Isto não é uma crítica, muito pelo contrário, esta forma de escrita foi algo que, embora difícil ao início, apreciei muito, pois permitiu-me entrar na mente da Auri, ver o mundo como ela o vê e compreendê-la, o que, de outro modo, teria sido impossível. Embora com uma escrita diferente do seu normal por se adequar a uma personagem específica, Rothfuss mantém uma escrita quase poética, com uma leveza, requinte e elegância que a tornam melodiosa.

  É de notar que este não é um livro para todas as pessoas, o próprio autor explica isto na Nota de Autor e refere a importância da leitura prévia dos dois primeiros livros das Crónicas do Regicida (O Nome do Vento e O Medo do Homem Sábio), quem não o fizer vai acabar por se sentir completamente perdido. Mesmo já tendo lido os livros mencionados existe uma grande probabilidade de não gostarem desta novella devido à sua peculiaridade, nas palavras do autor: This story is for all the slightly broken people out there. Apesar disso, recomendo The Slow Regard of Silent Things aos fãs de O Nome do Vento pois, mesmo se não adorarem o livro tanto quanto eu é uma forma de matar saudades tanto da Auri como da escrita de Patrick Rothfuss enquanto esperamos pelo tão aguardado terceiro volume das Crónicas do Regicida.

5*/5*
#Beatriz
Titulo: A Seleção
Autor: Kiera Cass
Número de Páginas: 288
Idioma: Português

Como já vos tinha falado na minha revisão do mês de Outubro, fiquei super entusiasmada quando este livro foi finalmente traduzido para português e disse-vos que o iria ler em breve. Acabei então por lê-lo em Dezembro.

Este livro fala-nos de Illéa, um país que nasceu a partir das "cinzas" dos Estados Unidos da América e que é governado por uma monarquia. Em Illéa, a sociedade é dividida em oito castas e cada uma destas castas tem uma função na sociedade. America Singer, a nossa personagem principal, pertence à casta cinco, responsável pela vida artística.
Este país tem uma particularidade: quando o herdeiro ao trono é um rapaz, e para que este possa escolher a sua esposa, realiza-se um concurso denominado "Seleção". É então enviada uma carta para todas as casas que tenham jovens maiores de 16 anos para que estas se possam candidatar, caso o queriam fazer, a ser as futuras rainhas de Illéa.

America irá então candidatar-se devido ao incentivo da mãe e do namorado Aspen e é uma das 35 selecionadas, no entanto, o seu coração ainda pertence a Aspen apesar de ele ter acabado com ela antes de ela ter partido para o concurso. Ao longo dos dias, America começa a ser considerada uma das favoritas a conquistar o coração do príncipe Maxon. Entre os dois surge uma amizade forte e os encontros começam a ser cada vez mais constantes. No entanto, America está dividida entre Maxon e Aspen.

Eu simplesmente adorei este livro, só queria ler mais e mais e mais! Entre o Aspen e o Maxon, adoraria que ela ficasse com o Maxon! Ele é tão fofo para ela e está disposto a esperar para que ela entenda se sente o mesmo por ele. Sou assumidamente Team Maxon! Achei a história super original e faz-nos lembrar os contos de fadas da nossa infância em que sonhávamos ser princesas. Ao longo do livro acontecem várias situações engraçadas entre America e o príncipe, é tipo um amor-ódio o que dá uma certa piada a toda a história entre os dois.

Estou bastante ansiosa para continuar a ler esta trilogia e saber qual vai ser a escolha do príncipe e da America fazendo obviamente figas para que ela não se entregue de novo, para minha infelicidade, ao Aspen!

5*/5*

                                                                                                                                                    #Jéssica
Título: We Were Liars
Autor: E.Lockhart
Número de Páginas: 312
Idioma: Português


Bem, tenho que começar por vos dizer que não vou poder contar-vos muito sobre este livro, daí a minha dificuldade e a demora em escrever esta opinião.
A capa do livro diz-nos: "E se alguém lhe perguntar como acaba este livro... MINTA.". Eu não vos vou mentir, vou sim esconder-vos pormenores desta história fantástica, até para que vocês possam desfrutar tanto deste livro como eu.

Foi difícil para mim perceber no início porque é que toda a gente gostava do livro porque para mim estava a ser um pouco aborrecido. O início não passa da descrição da família Sinclair, das férias de Verão que passam todos os anos na sua ilha privada e dos amores falhados de cada uma das irmãs Sinclair. No entanto, o final deste livro... Meu Deus! Foi completamente inesperado! De todos os finais e possibilidades que eu tinha imaginado, nada correspondeu ao fantástico, mas ao mesmo tempo devastador, final deste livro!

Dei-lhe 4 estrelas devido ao início, no entanto, o final é bastante compensador e faz-nos olhar para trás e perceber que valeu a pena dar uma oportunidade ao livro e descobrir porque é que ele é adorado por todos! Recomendo vivamente devido ao final surpreendente, mas sobretudo devido à mensagem que nos transmite: as aparências não devem ser a base da nossa vida e se os outros pensam que somos muito felizes e unidos e na verdade não o somos, então de nada nos valem as aparências e a vida luxuosa.

                                                                                                                               #Jéssica
Título: Wicked (#1 A Wicked Saga)
Autor: Jennifer L. Armentrout
Número de Páginas: 371
Idioma: Inglês

Desta vez JLA transporta-nos para uma New Orleans onde fae se misturam com humanos e se alimentam (não literalmente) deles. Devido a isto existem um grupo de pessoas que pertencem à Order e que têm como trabalho matar estes fae ou enviá-los de volta para o seu mundo, Otherworld. É a este grupo de pessoas que pertence a nossa personagem principal, Ivy, que tem um encontro quase mortal com um Ancient, um fae extremamente poderoso que a maioria pensa tratar-se de nada mais que uma história de contar às crianças. É nesta altura que aparece Ren, que aparenta saber mais do que a maioria no que se refere às actividades dos fae e ameaça destruir as barreiras que Ivy criou à sua volta durante os últimos anos.
                Achei bastante interessante a forma como foi abordada a existência dos fae no meio dos humanos, como sendo criaturas de uma beleza surreal mas letais, frias, sem qualquer tipo de sentimentos.
                Vindos do Otherworld, existem ainda os brownies que me fazem lembrar uma espécie de fadas e são o oposto dos seus conterrâneos, divertidos, corajosos e afectuosos. Tink pertence a esta raça e é uma das minhas personagens preferidas ao longo de todo o livro, obcecado com Harry Potter, todas as cenas com ele são extremamente divertidas e cómicas.
                Não sei se por já ter lido muitos livros desta escritora ou por ser um pouco evidente, não fiquei nada surpresa com as descobertas e reviravoltas finais mas mesmo assim foi uma leitura bastante satisfatória.
                Com uma escrita simples e fácil de compreender, uma história repleta de acção e comédia, sem triângulos amorosos ou insta-love, Wicked é um livro que se lê num instante e que nos deixa ansiosos para ler o próximo volume e descobrir como é que as personagens vão resolver as complicações que surgiram mesmo no término deste primeiro volume.               
4*/5*
#Beatriz
Jennifer L. Armentrout nasceu em Martinsburg, West Virginia, onde continua a viver com o marido e o seu cão, Loki.
O sonho de se tornar escritora surgiu durante as aulas de álgebra onde passava a maior parte do tempo a escrever pequenos contos.
Escreve um pouco de tudo, desde Young Adult a Fantasia, passando por New Adult e Ficção Científica.
Usa o pseudónimo J. Lynn nos seus livros New Adult, como é o caso das séries Wait for You (cujo primeiro volume, Espero por ti já se encontra publicado em Portugal pela editora 5 Sentidos) e Gambling Brothers. Como Jennifer L. Armentrout escreveu a série Lux e a série Covenant, ambas já terminadas e tem ainda por terminar a trilogia The Dark Elements. Saiu no dia 8 de Dezembro o primeiro volume de uma nova saga, intitulado Wicked. Para além destas séries tem ainda vários outros livros publicados.

A série Lux é composta, originalmente, por cinco livros: Obsidian, Onyx, Opal, Origin e Opposition. Nas novas edições, os primeiros dois livros formam o Lux: Begginings e o terceiro e quarto volumes foram editados como Lux: Consequences. Existe ainda uma novella que se passa antes de Obsidian intitulada Shadows e um spin-off NA intitulado Obsession.




               Esta série tem como personagem principal Katy, uma rapariga de 17 anos que adora ler, tem um blog dedicado aos livros e acabou de se mudar para uma pequena cidade no meio de nenhures. É aqui que vai conhecer os seus novos vizinhos que mais tarde vem a descobrir serem aliens, Dee e Daemon. A história prossegue com uma variedade de peripécias e com estas personagens a tentarem conquistar a liberdade para amar, serem felizes e viverem as suas vidas.
                Jennifer L. Armentrout tem a capacidade de abordar de modo extremamente interessante temas usados com frequência no mundo da fantasia. Neste caso, apresenta-nos raças alienígenas antagónicas que conseguem manter uma aparência humana. Os Luxen e os Arum, os primeiros constituídos, na sua forma original, por luz e os segundos por sombras. Tanto uns como os outros possuem habilidades surpreendentes e poderes fantásticos que dão origem aos muito comuns momentos de acção da história.
                Ao longo dos vários livros vamo-nos apercebendo da evolução das personagens, a Katy passa de uma rapariga tímida e um pouco indefesa a uma mulher confiante e capaz de fazer tudo o que for necessário para defender aqueles que ama, o Daemon torna-se capaz de confiar nas pessoas e permite-se seguir as suas emoções.
                Entre as minhas personagens preferidas ao longo de toda a série encontra-se Luc, um rapaz com uma inteligência inumana, misterioso e poderoso que faz lembrar um líder da máfia e que eu teria gostado que tivesse sido uma personagem mais recorrente. Só espero que o facto de aparecer tão poucas vezes signifique que vai ter um spin-off só para ele.
                A única coisa de que eu não gostei, de todo, foi da existência de um triângulo amoroso, que é coisa que não suporto, no segundo livro, mas, graças a deus, acabou rapidamente.
                The Lux Series é uma série que diverte e entretém com incontáveis referências a filmes, séries de televisão e ao universo da Marvel; com acção que nunca acaba, um romance delicioso e um sentido de humor divertidíssimo.

Obsidian: 3*/5*
Onyx: 4*/5*
Opal: 4*/5*
Origin: 5*/5*
Opposition: 4*/5*

                                                                                                                                   #Beatriz

 Este livro conta-nos a história de uma invasão extraterrestre ao nosso planeta. Seguimos de perto o percurso de Cassie, uma adolescente de 16 anos que conseguiu sobreviver às quatros vagas que afetaram o planeta e que procura incessantemente o seu irmão Sammy que foi levado para uma espécie de campo de concentração para os sobreviventes ao ataque. Desde o início da invasão que se registam "vagas", que são tipo ataques que têm por objetivo extinguir por completo a humanidade, de modo a que a Terra sirva de "casa" aos nossos invasores. Por exemplo, uma das vagas foi a propagação de uma doença semelhante ao ébola que devastou milhões de vidas, no entanto, algumas pessoas (incluindo a Cassie, o irmão e o pai), eram imunes à doença. Outro aspeto importante neste livro é que os extraterrestres conseguem assumir a forma humana e fazem-se passar por elementos que integram a sociedade sem que um cidadão comum consiga distingui-los, por isso, neste livro as personagens desconfiam sempre da lealdade e da identidade umas das outras, pois estes extraterrestres "disfarçam-se" com uma única missão: exterminar o máximo de humanos possível.

  A minha opinião sobre este livro divide-se um pouco entre o início e o final do livro. Para mim, o início foi super entediante porque não estava a acontecer quase nada e deparava-me com capítulos nos quais nem sequer sabia quem é que estava a contar a história e, consequentemente, não entendia quase nada. No entanto, quando passei o meio do livro, o meu ritmo de leitura começou a aumentar e isso deveu-se ao facto de a ação ter começado a ficar mais interessante e o mistério ainda maior. Ficou tudo mais explicito e já consegui perceber capítulos que anteriormente não tinha entendido.

  Assim sendo, acho que vale a pena passar pelo início da história, mesmo sendo o ritmo um pouco lento. Não me arrependo nada de não ter desistido do livro, até porque a segunda parte está cheia de surpresas e ação e prendeu-me mesmo à leitura.

  Existe um mini triângulo amoroso, mas é muito insignificante pois o Ben Parish foi um amor da escola secundária que Cassie pensa estar morto e o Evan Walker salvou-a da morte. Eu não gosto de triângulos amorosos, mas se eu consegui passar por este sem me desmotivar, vocês também conseguem xD

4*/5*  
                                                                                                                                       #Jéssica