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  Fevereiro foi, tanto para mim como para a Jéssica, um mês bastante ocupado o que, infelizmente, colocou as leituras e por conseguinte o blog numa espécie de plano secundário.

Leituras
  Li e terminei unicamente um livro: Under the Never Sky de Veronica Rossi, um livro com um desenvolvimento inicial da história bastante lento mas que se foi tornado interessante à medida que a ação avançava.
  Comecei a ler O Poço da Ascensão de Brandon Sanderson e estou a adorá-lo. Sanderson tem uma capacidade fantástica de dar voltas e reviravoltas à história de tal forma que eu nunca estou à espera do que vai acontecer.

Aquisições
.
Embora tenha sido um mês extremamente fraco em termos de leituras, não posso dizer o mesmo das aquisições de Fevereiro.


 Usando a promoção "Leve 3 Pague 2" do site da
 Saída de Emergência, comprei O Poço da Ascensão de Brandon Sanderson, que tem uma capa linda de morrer, e Tokyo Killer - A Primeira Missão de Barry Eisler que estava a um preço simpático e pertence a um género que não costumo ler muito mas que me parece interessante.

O livro que me ficou a custo zero devido à promoção da Saída de Emergência foi Os Três de Sarah Lotz, também este pertencente a um género que não estou habituada a ler mas cuja sinopse me interessou muito.
Comprei ainda o Felizmente Há Luar de Luís de Stau Monteiro que faz parte dos livros que tenho de ler para a disciplina de Português.


Com os livros da Saída de Emergência vieram ainda dois postais com as imagens da capa dos dois primeiros volumes da trilogia Nascida das Brumas, que são capazes de ser as capas mais bonitas que tenho visto nos últimos anos.








#Beatriz
  2014 foi um ano extremamente produtivo para mim, pelo menos no que se refere às leituras. Li livros que adorei, livros assim-assim e livros que me desapontaram. Felizmente, não me deparei com nenhum que tenha odiado profundamente. 
  Tinha-me proposto a ler 40 livros no Goodreads Reading Challenge e terminei com um total de 58, bem mais do que teria imaginado no início do ano.

Total de livros lidos: 58
                44 livros em inglês
                14 livros em português
Total de páginas lidas: 18841
Autores preferidos do ano: Scott Lynch e Brandon Sanderson
Género mais lido: Fantástico

Os livros preferidos do ano

Se Ocean’s Eleven se passasse num mundo fantástico que parece estar preso no Renascimento, lhe adicionássemos ainda mais acção e aventura e alguns momentos hilariantes ficávamos com As Mentiras de Locke Lamora.


Com personagens extremamente interessantes e um worldbuilding absolutamente fantástico, O Império Final tornou-se num dos meus livros preferidos de sempre.


Embora não lhe tenha dado 5 estrelas, O Grande Amor da Minha Vida foi um livro que adorei e que me abriu horizontes para um género que espero ler com mais frequência em 2015.


The Slow Regard of Silent Things é extremamente estranho mas absolutamente delicioso.



Os desapontamentos do ano

Não consegui gostar nem da escrita nem da história.


Um livro que ficou muito aquém das expectativas, especialmente tendo em conta que adoro todos os outros livros da Jennifer L. Armentrout.


Depois de dois primeiros volumes viciantes e cheios de ação, Mortal Heart foi um péssimo fim de trilogia.


2014 foi bom mas espero que 2015 seja ainda melhor e, claro, traga muitos livros!

#Beatriz

Título: O Império Final
Saga: Mistborn - Nascida das Brumas
Autor: Brando Sanderson
Editora: Saída de Emergência
Número de Páginas:624
Idioma: Português

Brandon Sanderson é um escritor americano de ficção científica e fantasia que ensina escrita criativa na Brigham Young University . Foi escolhido para terminar a saga A Roda do Tempo após a morte do seu autor Robert Jordan e tem vários outros livros publicados sendo a sua obra mais conhecida a saga Mistborn-Nascida das Brumas.

O Império Final é um livro de fantasia épica que segue a história de um grupo de personagens que têm o sonho de acabar com a opressão a que o povo Skaa está submetido desde há mil anos pelo Senhor Soberano.

Embora à primeira vista pareça tratar-se de mais uma típica história de fantasia em que existe um rei tirano que é responsável pelas grandes diferenças sociais e em que há um grupo de pessoas a tentar derrubá-lo, Brandon Sanderson consegue criar uma história extremamente cativante a partir de uma premissa muito utilizada e dar-lhe uma volta interessante.

A história começa com Kelsier, um nascido das brumas, a juntar um grupo de pessoas com capacidades e habilidades diferentes com o objectivo de cumprir um plano tão audacioso que se torna quase impossível, que visa derrubar o Senhor Soberano e o império por ele criado, o Império Final. É nesta altura que Kelsier descobre Vin, uma rapariga que trabalha com um grupo de ladrões para puder sobreviver, e se apercebe das capacidades alomânticas que esta possui. A história prossegue com Kelsier a ensinar a Vin como utilizar a alomância, com o bando a colocar em acção o plano para derrubar o Império Final e com muitas reviravoltas que foram bastante bem conseguidas pois apanharam-me completamente desprevenida.

A juntar ao enredo extremamente cativante, está um sistema de magia complexo, inovador e muito interessante, a Alomância. A alomância consiste na capacidade que certas pessoas têm de ingerir uma solução de metais e queimá-la no interior do corpo, ao fazerem isto recebem determinados “poderes” que podem utilizar durante algum tempo. Os alomantes, regra geral, conseguem queimar um único metal, o que lhes permite ter um único “poder”, contudo, alguns conseguem utilizar todos os metais, os “Nascidos das Brumas”, dos quais são exemplo o Kelsier e a Vin. O que achei mais interessante neste sistema de magia foi o facto de, de certo modo, seguir as regras da física, dependendo das massas dos objectos, por exemplo, estes vão reagir de forma diferente (se um alomante empurrar uma moeda, a moeda é empurrada, contudo, se tentar empurrar algo com maior massa que a sua, o objecto fica no mesmo sítio e o alomante é o empurrado).

Quanto às personagens, gostei muito do facto de conseguirmos vê-las a evoluir e de percebermos o porquê de elas tomarem as decisões que tomam devido a acontecimentos passados. É de realçar o Sazed, uma personagem pertencente ao bando que é especialista em religiões e que dá origem a diálogos muito interessantes que levam a reflexões profundas sobre a forma como se formam as lendas, em que consistem os heróis e como aparece a fé.

Por fim, tenho a dizer que o escritor tem uma escrita muito apelativa, consegue explicar ao leitor todo um sistema de magia e um mundo completamente novo sem usar grandes parágrafos cheios de descrições que nunca mais acabam, fazendo antes uso de pequenas descrições, um pouco aqui, um pouco ali, que fazem com que o leitor consiga imaginar todo o cenário e compreender todas as relações de uma forma subtil e que não se torna nunca cansativa.

Com O Império Final, Brandon Sanderson conseguiu mostrar as suas excelentes capacidades de escrita e de criação de universos fantásticos que o tornaram num autor que vou sem dúvida querer voltar a ler e do qual esperarei ansiosamente por mais livros.

5*/5*

#Beatriz